
Veículo Verificado é uma empresa de tecnologia de avaliação veicular automatizada. A proposta é substituir o processo manual de vistoria por uma cabine que opera sem vistoriador: o veículo entra, câmeras externas capturam imagens de todos os ângulos, um scanner OBD2 lê os dados do motor e o sistema gera um laudo padronizado em minutos.
O mercado que esse produto foi criado para atender ainda opera de forma fragmentada. Concessionárias avaliam veículos sem critério unificado. Leiloeiras precisam vistoriar dezenas de carros com agilidade e sem garantia de consistência. Seguradoras não têm acesso a dados estruturados sobre o estado real do que estão cobrindo. E o proprietário que quer vender não tem como saber, com precisão, o valor do próprio carro.
A Veículo Verificado foi criada para resolver esses quatro problemas com um único produto. Para os parceiros B2B, uma plataforma de laudos padronizados e rastreáveis. Para o consumidor, um aplicativo que entrega o valor estimado do carro por placa e direciona para a cabine mais próxima para uma avaliação completa.
A missão era construir o ecossistema do zero: identidade visual, site institucional, software embarcado na cabine, plataforma web para os parceiros B2B e aplicativo para o consumidor final.
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Cada produto atendia um perfil diferente, operava num contexto diferente e tinha exigências completamente distintas.
O desafio não era só construir três superfícies.
Era fazer as três falarem a mesma língua.
Gestores de concessionárias e leiloeiras foram entrevistados antes da prototipação para mapear como avaliavam veículos, onde perdiam tempo e quais informações eram decisivas para fechar negociação.
As entrevistas foram retomadas depois das primeiras telas para verificar se o produto respondia ao que foi mapeado.
As entrevistas com consumidores focaram no momento de decisão de vender ou trocar o carro: o que gera insegurança, como as pessoas estimam o valor do veículo e o que levaria alguém a buscar uma avaliação presencial.
Esses insights definiram o fluxo do app e a lógica de captura do carro dos sonhos no momento de maior intenção.
Não havia identidade antes do projeto. Criamos o logotipo, a paleta de cores, a tipografia e o tom de voz do zero.
O resultado precisava funcionar tanto na tela grande da cabine quanto no smartphone do consumidor, mantendo reconhecimento imediato em qualquer superfície.


site institucional da marca
O software da cabine é o produto mais crítico do ecossistema.
Funciona em tela grande, dentro de uma estrutura física, com câmeras e scanner OBD2 conectados. O sistema precisa funcionar sozinho, sem depender de operador experiente ou suporte.
A seguir, as telas que compõem o fluxo completo da operação, apresentadas em animação para mostrar o comportamento real do sistema em uso: do início, passando por cada etapa de captura e validação, até a finalização.

Tela Inicial
A primeira tela é a porta de entrada do sistema. Marca em destaque, instrução única na base: APERTE O BOTÃO para iniciar o sistema. Sem distrações, sem menus, sem login. O operador chega na cabine, aperta o botão físico, e o fluxo começa.









A plataforma web é onde o trabalho da cabine ganha utilidade.
Cada avaliação gerada pelo Veículo 360º chega aqui em formato estruturado: fotos etiquetadas por ângulo, classificação de danos por componente, dados de diagnóstico do motor e identificação cadastral do veículo.
O público é heterogêneo. Concessionárias usam para precificar veículos seminovos. Leiloeiras dependem da plataforma para validar lotes antes do pregão. Seguradoras consultam o histórico de avaliação para análise de sinistro. Postos parceiros acompanham a operação das próprias cabines em rede.
O desafio era duplo: organizar um volume alto de informação técnica de forma legível para qualquer perfil de gestor, e ao mesmo tempo manter densidade suficiente para suportar decisões que envolvem valores reais de mercado.
A interface precisava funcionar tanto para quem avalia dez carros por dia quanto para quem precisa decidir em segundos no meio de um leilão.

A tela de login mantém a mesma assinatura visual da cabine para reforçar a continuidade do ecossistema. Por trás da interface simples, o sistema opera com múltiplas camadas de segurança: autenticação em dois fatores, controle de sessão por dispositivo e permissões granulares por perfil de parceiro. A simplicidade aparente esconde a complexidade necessária para um sistema que lida com dados sensíveis de avaliação veicular e laudos com valor jurídico.



O app é a peça que conecta o consumidor à operação física.
Cabines de avaliação instaladas em postos de combustível, concessionárias e centros de vistoria precisam de fluxo constante de veículos para gerar receita. O app é o canal que leva o consumidor até a cabine mais próxima, transformando a curiosidade do proprietário sobre o valor do carro em visita presencial e laudo gerado.
A jornada é simples: o usuário digita a placa, informa nome e contato, e indica qual seria o próximo carro. Em seguida, recebe uma estimativa de valor com faixas mínima, média e máxima baseada em dados de mercado. Logo após o resultado, é convidado a fazer a avaliação completa na cabine mais próxima, sem custo, em poucos minutos, para ter uma avaliação precisa do veículo.
O produto carrega duas camadas estratégicas que o consumidor não vê.
A primeira é a captação do carro dos sonhos, registrada antes do resultado, que vira lead para as concessionárias parceiras. A segunda é a qualificação por deslocamento: quem só usa o app vira lead frio, quem efetivamente vai até a cabine vira lead quente. Essa separação dá ao B2B uma escala de prioridade clara para abordagem comercial.
Sem o app, as cabines instaladas em postos ficariam ociosas. Com ele, a operação física gira e o funil comercial se organiza sozinho.
Em cinco meses, cinco frentes saíram do papel e entraram em operação: marca, site institucional, software embarcado na cabine, plataforma web para parceiros B2B e aplicativo mobile para o consumidor final.
Cada produto foi entregue pronto para operar de forma independente e, ao mesmo tempo, conectado ao restante do ecossistema.
Nenhuma das frentes existia antes do início do projeto.
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Do operador dentro da cabine ao gestor de uma concessionária, do consumidor no smartphone ao parceiro acessando o laudo na plataforma: a mesma identidade visual, o mesmo tom de voz, os mesmos componentes.
A consistência da experiência foi construída para sustentar a confiança no produto em qualquer ponto de contato, mesmo quando os usuários são tão distintos quanto os contextos em que cada um opera.
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