A IOB é uma smarttech que cresce por aquisição. Identifica produtos digitais com potencial, incorpora cada um ao portfólio e os conecta ao ecossistema do grupo.
O Vendr foi uma dessas aquisições. Um ERP de gestão para pequenas empresas, com vendas, estoque, financeiro e fiscal reunidos em um único sistema, disponível em web e aplicativo.
A tese de negócio estava no canal. A IOB já atende o contador, e o contador atende dezenas de empresas. O Vendr foi posicionado para o contador revender à própria carteira, com tudo integrado ao ecossistema da IOB, da gestão à emissão de notas. O contador passa a oferecer um sistema forte de vendas e estoque aos clientes e mantém a operação fiscal sob o mesmo teto. A empresa cliente ganha o sistema. O contador ganha a carteira integrada.
Entrei com um mandato de três frentes. Construir um Design System próprio para o Vendr a partir da base da IOB, reconstruir o sistema elevando a usabilidade e dar suporte às demandas do time de marketing.
O sistema é extenso e foi trabalhado por inteiro ao longo do período.
Os blocos a seguir são um recorte das decisões mais relevantes de cada frente, não a totalidade do que foi entregue.
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O Vendr precisava de funcionalidades que ainda não tinha para competir com os ERPs já estabelecidos no mercado.
Essa frente era a de evoluir o produto, deixando de ser uma opção básica de controle de vendas para se tornar um sistema completo.
O olhar foi para fora, no que o mercado já oferecia, e para dentro, no que o Vendr precisava entregar para chegar ao mesmo nível.
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Cada frente pedia um método próprio.
O legado partiu do uso real e dos chamados de quem já operava o sistema.
A criação nasceu do benchmark de mercado e das regras de negócio.
E a frente de produto cruzou o dado quantitativo, extraído do banco, com o qualitativo do suporte.
Tudo começou por uma pesquisa para entender quem era o público do Vendr e como o produto deveria se posicionar.
A partir dela, recriei a forma como a marca se relaciona com o mercado: posicionamento, expressão e tom de voz nas redes, dando ao Vendr presença própria enquanto mantinha o endosso do Grupo IOB.


O Vendr já operava e tinha base de dados ativa, mas, ao entrar para a IOB, precisava ser incorporado ao ecossistema do grupo.
Cada tela herdada foi reconstruída sobre o novo Design System, e a reconstrução não foi cosmética.
Antes de redesenhar, estudei cada página pelo uso real e pelos chamados de suporte, para preservar o que funcionava, corrigir o que travava e padronizar a experiência.
O sistema inteiro foi reconstruído.
Os blocos abaixo destacam as decisões mais críticas desse trabalho.

O centro aqui é a camada de permissões: cada função, de Admin a Vendedor, recebe acesso granular por ação e por produto, do Painel ao PDV, à Lojinha, ao Autoatendimento e ao Vendr Link. Na entrada, login com e-mail e senha, Google e SSO encurta o caminho de quem chega.











Parte do trabalho não era melhorar o que existia, era construir o que faltava para o Vendr competir com ERPs já estabelecidos.
A pedido de clientes, do PO e do time de produto, desenhei módulos novos, com peso na camada fiscal e nas integrações, cada um exigindo o estudo das regras de negócio antes do desenho.
São esses módulos que sustentam a tese do canal com a camada fiscal dentro do produto, o contador oferece ao cliente gestão e operação fiscal sob o mesmo teto.
Outras features entraram no produto ao longo do período.
Os blocos abaixo destacam as que mais se traduzem em eficiência para o cliente final.

A emissão fiscal já vinha de fábrica, com o emissor de notas da IOB acoplado ao Vendr e ligado ao escritório de contabilidade que cuida da empresa. Em vez de contratar e configurar um emissor por fora, o usuário emite NF-e e NFC-e dentro do próprio sistema, com painel de notas e configuração passo a passo, do certificado digital ao envio.


O ponto de partida foi o diagnóstico, não a tela, em duas frentes de dados.
No quantitativo, extraído do banco e lido em Databricks e Power BI, dois índices fora da curva: churn em 2% e drop off em 63%, ambos acima da média.
No qualitativo, levantado na varredura dos chamados de suporte e dos motivos de saída: 60% dos chamados eram dúvida de utilização básica e, entre quem cancelava, 80% apontavam dificuldade de uso. Desconhecer um recurso respondia por 10% e sentir falta de uma função que já existia por 5%, as pontas menores do problema.
O cruzamento das duas frentes contou uma história só: o Vendr era simples por dentro, mas essa simplicidade não chegava à tela. Quem o usava era o MEI e o pequeno comerciante, que tocam o negócio sozinhos e não voltam a um sistema que os faz sentir perdidos.
Com o diagnóstico fechado, a direção do trabalho era clara: criar mecanismos que dessem ao usuário familiaridade com o sistema, simplicidade na navegação e facilidade no uso diário.
Vender online, atender no balcão e cobrar à distância costumam ser resolvidos com ferramentas separadas, cada uma contratada à parte e desconectada da gestão.
No Vendr, essas três pontas são subprodutos do mesmo sistema, com ambiente próprio mas ligados ao mesmo catálogo, ao mesmo estoque e ao mesmo financeiro.
Redesenhei os três, cada um com sua lógica e seu público.

Montar uma loja online costuma ser um projeto à parte, com plataforma própria e estoque que não conversa com o da loja física. No Vendr ela vem inclusa no plano: catálogo e estoque são os mesmos do sistema, e o cliente vê os produtos, faz o pedido e paga online. O redesenho cobriu as duas pontas, o Admin onde o comerciante personaliza cor, entrega, meios de pagamento e banners, e a vitrine onde o cliente compra.


A venda à distância precisa de um jeito de cobrar quem não está na loja. O Vendr Pay resolve isso de dentro do próprio pedido: o comerciante gera um link de pagamento com cartão, boleto e PIX e envia ao cliente, sem contratar um meio de pagamento à parte. O pagamento volta amarrado à venda que o originou.
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Do legado às novas features, um sistema completo.
O legado foi reconstruído página a página sobre o novo Design System, e os módulos que faltavam entraram no produto. A nota sai de dentro do próprio pedido, o extrato do banco é conciliado no financeiro e o estoque conversa com o Mercado Livre. Operações que viviam em planilhas e em sistemas paralelos passaram a viver dentro do ERP.
Tudo o que o dia a dia da gestão pede passou a estar dentro do próprio sistema.
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