
Conduzi a investigação por três fontes distintas, em paralelo.
Cada uma respondia a uma pergunta diferente sobre o canal: o que estava acontecendo, onde estava acontecendo e por que estava acontecendo.
Juntas, as três sustentaram um diagnóstico confiável.
Utilizei o Google Analytics, ferramenta que oferece visibilidade completa sobre o comportamento do usuário ao longo do funil, para percorrer cada etapa do fluxo de vendas em web e mobile.
Analisei volumetria de sessões, página de entrada, taxa de rejeição, taxa de desistência, tempo médio e desempenho do checkout, buscando entender o que os números diziam sobre cada ponto de quebra do canal.
Acionei dentro da própria ferramenta o recurso de mapa de calor, que registra a porcentagem de cliques sobre cada área da página, para observar como o usuário interagia com a home e demais seções do canal.
O contraste entre o que a marca destacava e o que o usuário utilizava de fato revelou um descompasso direto entre intenção de comunicação e uso real do site.
A pesquisa quantitativa traduz o comportamento do usuário em números mensuráveis, permitindo enxergar padrões em escala.
No projeto, foi conduzida pelo Google Analytics em duas frentes complementares: análise estatística do funil de vendas e mapa de calor, com leitura separada de web e mobile para captar as diferenças de comportamento entre os canais.
O canal recebeu 1 milhão e meio de sessões na web no período analisado.
79% entraram direto pela home, mas a taxa de desistência logo nesse ponto chegou a 68,6% e o tempo médio de sessão ficou em 1 minuto e 5 segundos.
Apenas 2,6% das sessões avançavam até o fluxo de checkout. A operação dependia integralmente da home e quebrava nela.


Na web, o mapa de calor mostrou que 19% dos cliques recaíam sobre o logo Ri-Happy, comportamento que apenas recarrega a página.
Os próximos pontos de atenção eram banners de faixas de preço, com até 3% cada, e o carrinho, com 2,6%.
Os destaques principais da home, banners temáticos e categorias, recebiam menos atenção que itens utilitários.


O panorama era consistente entre os canais.
O usuário chegava, não encontrava razão para avançar e abandonava. O maior funil estava concentrado no grupo da home, demonstrando desinteresse imediato após o primeiro acesso.
A solução precisava começar pela própria home, reposicionando hierarquia, conteúdo e identidade visual antes de qualquer outra etapa do canal.

(2 de 5)
"Achei a loja muito simples e mal feita, parece que é uma cópia do site da Ri Happy."
Sônia M.
(Avó · 62 anos)
(3 de 5)
Bruno C.
(Pai · 40 anos)


(2 de 5)
"Acho muito carregada, muita coisa brigando por destaque ao mesmo tempo. Do header pra baixo, é padrão e-commerce."
Gilmar S.
(Pai · 45 anos)
(1 de 5)
"O site está bem abaixo das lojas que frequento, é muito diferente. O site deveria dar a mesma sensação que tenho nas lojas."
Jade L.
(Mãe · 39 anos)


Convergência clara entre quatro perfis distintos. A marca tinha presença física forte e personalidade consolidada. O ambiente digital entregava genérico.
O sintoma quantitativo da desistência tinha um motivo qualitativo objetivo: o site não comunicava a identidade da Ri Happy.
As soluções foram a tradução direta do diagnóstico em entrega.
Cinco frentes priorizadas, cada uma sustentada por um achado específico das pesquisas quantitativa e qualitativa, com hipótese de retorno declarada e caminho viável de implementação.
O pacote ataca os pontos de fricção identificados sem perder de vista a identidade da marca, sustentando o roadmap do canal digital nos ciclos seguintes.

Aplicação consistente da identidade visual da marca em todos os pontos de contato do canal digital, com destaque para o redesenho da home aproximando o digital da experiência das lojas físicas. A coerência entre canais reforça a percepção de marca, transforma o site em extensão natural da loja e cria diferencial competitivo a partir da própria personalidade da Ri Happy.




Aumento de 15% no valor médio dos pedidos do canal digital ao longo da continuidade do trabalho.
A personalização contextual abriu espaço para recomendações relevantes a partir do histórico de navegação, ampliando a presença de itens complementares no carrinho, enquanto os gatilhos de conversão na home aceleraram a tomada de decisão do usuário durante a jornada de compra.
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Aumento de 20% do tempo médio de sessão no canal, com usuários avançando do acesso inicial para áreas que antes recebiam interação residual.
A nova arquitetura da informação, com categorias diferenciadas por cor, e a área de recomendações personalizadas deram motivo concreto para o usuário continuar navegando após a home, atacando o principal gargalo do funil identificado no diagnóstico.
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em breve

